Líbano: o roteiro da Harissa dia a dia

Começamos a viagem por Byblos que é uma cidade costeira, fundada pelos fenícios e era conhecida por ser a primeira cidade do mundo, sofreu invasões romanas e cruzadas, e suas ruínas são uma mistura dessas ocupações. No verão é um centro badalado e conta com vários resorts. Em uma comparação bem chula é a Búzios libanesa, Brigitte Bardot esteve por lá para comprovar a tese.

Como fomos no outono nosso foco foi conhecer a fortaleza, igreja de São João e o porto antigo. Além de visitar o centro histórico que é um labirinto cheio de surpresas e vegetação mediterrânea.

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De Byblos, seguimos para o santuário de Nossa Senhora do Líbano – Harissa que fica na cidade de Jounieh – há 20km de Beirute. O santuário fica a 650m acima do nível do mar e para chegar lá é possível ir de carro ou teleférico+funicular. Ficamos com a opção 2 e foi ótimo. O teleférico atravessa a cidade, e vai passando entre os prédios, é uma passagem curiosa e a vista é linda. O santuário conta com a estátua da Nossa Senhora do Líbano, pintada de branco (QUE É MARAVILHOSA) além da catedral moderna de concreto e vidro e uma pequena capela que fica sob a estátua. O local é de peregrinação e visitado por muçulmanos e cristãos. 

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Nossa última parada do dia foi nas grutas de Jeita. Quando li sobre as grutas de estalactites e estalagmites, pensei logo no PETAR. E eu, que sou urbana, confesso que fiquei com preguiça. Mas quando cheguei lá paguei por todas as vezes que virei os olhos por esse passeio “natureza”, lá É DEMAIS. Não pudemos tirar fotos, mas vale muito a pena a visita. São duas grutas, a superior você conhece caminhando e o projeto de iluminação é surpreendente. Na inferior o passeio é em um barquinho e é mais incrível ainda.

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No segundo dia nosso destino era o Palácio do Emir Bechir em Beiteddine e a cidade de Deir El Kamar. Esses locais ficam em Shouf, uma região montanhosa e histórica onde vive atualmente, a maioria da população drusa. O Palácio, antiga residência dos governadores durante grande parte do século XVI, reflete toda a beleza da arquitetura libanesa dos séculos XVIII e XIX. Visto do lado de fora parece um grande bloco marrom, mas ao entrar nos pátios e salões é um festival de ornamentação. 

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Já no terceiro dia fomos para Tiro e Sídon, que também são cidades litorâneas e umas das coisas mais impressionantes nelas, é o azul do mar mediterrâneo. O Líbano é repleto de locais que são patrimônio histórico da humanidade e Tiro é um deles. Nos sítios arqueológicos visitamos o Hipódromo, as colunatas e Arco do Triunfo, as ruínas estavam bem conservadas e ao visitar o local tem-se a impressão de voltar no tempo 3 mil anos.

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Sídon foi fundada pelos fenícios – dizem que de lá saíram os fundadores de Tiro, e foi ocupada por toda sorte de povos: filisteus, assírios, babilônios, egípcios, gregos e finalmente romanos, antes da era cristã. Por lá visitamos o Castelo do Mar e o Souk, que é o grande mercado da cidade com uma profusão de produtos chineses, frutas, verduras, sabonetes e cristais. Sabe a máxima “Só a antropofagia nos une”? Pode ser aplicada a esse mercado, com certeza.

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Em nosso último dia de passeio com guia, visitamos Anjar e Baalbeck, ambas patrimônio da humanidade. Para chegar lá, atravessamos o vale Beqaa, a região agrícola mais importante do país. Anjar, fundada no início do século VII, possui ruínas bem conservadas da cidade planejada pelos Omíadas – que foi o segundo dos quatro principais califados islâmicos estabelecidos após a morte de Maomé. Desse modo, é uma cidade islâmica e embora o desenho dela seja parecido com as demais, toda a cidade gira em torno da mesquita. 

E por fim, conhecemos Baalbeck, o lugar mais impressionante que já estive em minha vida. A cidade é um enorme complexo de ruínas, incluindo templos de Júpiter, Baco e Vênus, que foram construídos pelos romanos, adaptados pelos bizantinos, otomanos, até que os alemães descobriram o tesouro e deu-se inicio a restauração/preservação do local. Eu, que sou arquiteta, fiquei pensando em toda a tecnologia que temos hoje em dia para construir paliteiros, como se fosse algo muito inovador. Muita petulância da nossa parte, os caras esculpiam pedras enormes, elevavam a alturas impressionantes e ainda faziam entalhes nas pedras. Tudo sem cimento, só cobre, encaixes e a mais pura matemática. 

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Nos dias que restaram conhecemos MechMech a aldeia de onde saíram meus bisavôs maternos, a Floresta do Cedros Milenares – que é uma visita rápida, mas vale a pena e ficamos rodando por Beirute.

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